Sábado, Julho 19, 2008
Foto: Fernanda e Leila numa formatura pirando errado com Have you ever seen the rain
"Quando anos parecem segundos"
Onze anos se passaram, mas é como se nada tivesse mudado desde o dia em que nos conhecemos. Era uma tarde das mais quentes de fevereiro, primeiro dia de aula, terceira série. Ela era aluna nova, sentada atrás de mim. Não pensei duas vezes antes de me apresentar e ela disse: “Bem que poderia ter um ar condicionador aqui, né?”. Foi o início de uma bela amizade.
Seu nome é Fernanda, e até a oitava série muita gente pensou que fossemos irmãs, pela sintonia que existia entre nós e pela cor compatível de olhos.
Sempre fomos opostos. Quando a conheci ela acabara de ser transferida de uma escola particular para municipal, meio enjoadinha interagindo com Leila a largada. O tempo passou, ela foi de patricinha a quase gótica, até chegar na conjuntura atual, passando noites em mesas de sinuca entre copos de cerveja. Eu era toda desajeitada e fui encontrando aos poucos a maravilhosa cosmética. Curto sertanejo e Backstreet Boys enquanto ela escuta Enya para relaxar.
Nosso ponto neutro de passeio é o supermercado nas tardes de sábado. Entre as prateleiras abarrotadas de comida atualizamos uma a outra sobre os acontecimentos da semana, já que ela ficou em Joinville enquanto eu passo as semanas em Curitiba. Os dias presencialmente juntas são raros, o contato é diário, os motivos de chacota permanecem intactos e uma não deixa a outra esquecer aqueles momentos completamente esquecíveis.
Foi ela que me apresentou pipoca com Fondor – tempero pra carne, é ela que me mostra uma realidade um pouco distante do meu mundo fantasioso. Nossa amizade é inabalável, imutável, inenarrável, onze anos que voaram e pareceram onze segundos, ter essa amizade faz o tempo voar, o mundo parar e a dor de todas as decepções e perdas estancar. Um dia passearemos de Z4 por ai, não como Thelma e Louise em busca de aventuras. Mas como Fernanda e Leila que ainda não encontraram um rumo na vida, mas sabem que o futuro não será distante uma da outra.
Ela é o Fliper e eu a Lassie mas a nossa amizade é muito maior que o do Linguado com a Pequena Sereia.
Post para o site da Capricho.
Sinto que o texto ficou superficial levando-se em conta todos os momentos passados juntas. Mas mesmo assim feliz dia do amigo rapaziada o/
:: por Leila Vieira :: 3:27 PM ::
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Domingo, Julho 13, 2008
Um brinde ao incentivo
Minha passagem por escola pública teve duração de 8 anos – ensino fundamental, e das minhas colegas apenas duas ficaram grávidas. Considero as aulas que tivemos sobre educação sexual totalmente satisfatórias.
Não foram necessárias máquinas de camisinhas penduradas em banheiros ou corredores para que as outras meninas se prevenissem. Ao meu ver, implantar esse sistema é como distribuir armamento aos traficantes ou soltar todos os corruptos que foram cassados. Não passa de incentivo!
E tem mais! Quem deseja seus filhos de sete anos aparecendo em casa com camisinhas que apanharam de uma máquina engraçada no colégio perguntando se é de mascar? Ou as enchendo como se fossem balões? Não seria mais fácil autorizar os postos de saúde (que fazem a distribuição gratuita) para entregar o preservativo também a menores? Implantar aulas a partir da sexta série com um conteúdo adequado a cada idade?
Já ta mais que na hora desse país parar de tentar sanar os problemas de forma errônea. Chega de incentivar a falta de estudo, a falta de entendimento, a falta de responsabilidade. Esse povo precisa de mais educação. E é com isso que o governo precisa se preocupar.
Post para o TDB - Maquinas de camisinhas por ai
:: por Leila Vieira :: 10:27 PM ::
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Quarta-feira, Julho 09, 2008
Uma limonada por favor!
Não tem essa, álcool altera sim o estado das pessoas. Se você é uma criatura doce e tímida, a mínima gota já vai soltar seus instintos selvagens e partir pro ataque, e se você é porra louca por natureza – como eu, cai no sono.
Por isso que eu não curto bebidas. Sou bem louca sem elas, curto a vibe e assumo as atitudes falando pra quem quiser ouvir “não preciso de bebida pra isso”. Minha pira começa com um copo de limonada suíça. Tirem elas da minha frente!
De bom o álcool não tem nada. Leva a acidentes nas estradas, caídas de bicicleta e galos que sabe-se lá Deus de onde vieram. Se você bebe pra sair da timidez eu recomendo: procure um psicólogo. Além de ser mais saudável, você não torra nenhum neurônio e não vai passar o dia seguinte mais envergonhado ainda de sair na rua por não lembrar do último vexame no qual se meteu! E claro, não rola a famosa enxaqueca. Se beber é bom, por que dá tanta dor de cabeça? As vezes não só pra você... Pense nisso!
Não sou a favor da Lei Seca, por que gosto de pensar que cada um sabe o que faz. Mas que ela trás pontos positivos ah sim! Não é a toa que aqui no sul os acidentes andam diminuindo pela metade. Mas uma frase que eu escutei nas esquinas da vida e gostei foi: “Dirigir um veiculo embriagado não pode né? Mas um país pode?” Fica a dica.
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:: por Leila Vieira :: 2:42 PM ::
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Domingo, Junho 29, 2008
Por um sono menor
São tantas as invenções tecnológicas existentes. Mas nunca foi imaginado algo prático. Algo que muitos adolescentes realmente necessitassem e que mudasse suas vidas. Em um artefato que traria sorrisos aos milhões de pais ao redor do mundo que vêem seus filhos relutando em acordar todas as manhãs.
Do que eu falo? De uma cama despertadora! De uma cama com horário programável e que delicadamente nos atirasse para fora dela quando o tempo certo chegasse e para evitar que a pessoa sorrateiramente pulasse novamente para seu aconchego, no exato momento de atirar a pessoa para fora de suas instalações ela se dobraria e só voltaria a forma normal após uma hora.
Certamente que eu preciso de uma dessas. Caso alguém a invente, manda pra minha casa, por favor? Minha disposição agradece!
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:: por Leila Vieira :: 7:16 PM ::
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Sexta-feira, Junho 27, 2008
Engrenagem do amor
Indiscutível. Mulheres gostam mesmo de sofrer. Quem nunca teve que escolher entre o super certinho e o garanhão e ficou com a segunda opção, com aquela velha desculpa de que o “amor muda as pessoas”? Ele não mudou, e você muito chorou. O fato não foi a decisão errada, e sim que por fora eles eram diferentes, mas a essência sempre foi igual.
As lágrimas que derramei por rapazes poderiam encher uma piscina de mil litros, ok, talvez duas. E no fim das contas a gente percebe que a peça errada na engrenagem do amor é deles. Não importa se a principio ele te leve uma flor no portão, um Laka para roubar um beijo, mande flores em dias que simbolizam o primeiro beijo. É tudo jogada de marketing. Digam que o amam e pronto. O negócio esfria. Ele percebe que você mordeu a isca e ao invés de te puxar pra fora do açude ele joga o caniço na água e vai rir da sua cara no bar mais próximo.
É tanta imaturidade que eles não percebem quantos corações partidos deixaram para trás. Uma questão de quantidade, nunca de qualidade.
Enquanto eles têm o que procuram nunca vão encontrar o amor, é preciso que uma “garanhona” cruze o caminho deles, arrase seus corações e que eles tomem um pouco do próprio veneno. E as bestas selvagens ficarão mansinhas. Vale apena continuar na busca por que, o príncipe encantado pode até existir, mas um dia ele já foi Don Juan. E dos perigosos.
Post para o site da Capricho - Mulheres preferem os cafagestes?
:: por Leila Vieira :: 10:30 PM ::
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Domingo, Junho 22, 2008
Quando um amor se vai.
“Um dia vamos escrever nossa biografia juntos”
O que acontece quando a gente perde um amor? Dói, muito. E dói duplamente quando se vai junto um amigo, o melhor que você jamais poderia ter encontrado. Isso pode acontecer com qualquer um. Aconteceu comigo.
Basicamente crescemos juntos, apesar de nos conhecermos apenas aos 12 anos. Cada passo rumo à maturidade foi dado igualmente, em conjunto, lado a lado. Ele era o amigo que eu sempre soube que seria algo mais, e nunca disse. Ele era aquele no qual todos meus sonhos foram depositados. Uma vez me disse que me tinha num pedestal, e nunca soube que secretamente eu também o tinha assim.
Primeiro as angústias eram por outros, e ele sempre tomou conhecimento. Quando finalmente ficamos juntos, as angústias passaram a ser por ele. Toda a confusão que não era necessária surgiu. Os sonhos se anuviaram. As certezas de toda uma vida pareciam tão mais distantes. Veio a primeira separação, as primeiras lágrimas que realmente doeram. Ele teve uma namorada, eu tive diversos casos para esquecer. Quando o esquecimento daquela forte paixão parecia definitivo, voltamos. Foi tão lindo, mágico, como em um filme. Mas as discussões não tardaram a chegar, ele achou que eu tinha mudado, e mudei, quem nunca mudou foi ele. Mas o amor superava, a gente se sentia tão bem juntos. E em uma tarde nublada na beira da praia, veio a conversa mais mal compreendida de toda a história daquele banco de calçadão, que resultou em uma separação abrupta. Não física, mas espiritual. Ele já não era aquele pelo qual eu tinha me apaixonado, e eu, bom, eu tampouco.
Ainda tentamos levar por mais algumas horas, mas a noite nos foi amarga e infelizmente o cosmo percebeu que nós dois não éramos designados a ser.
Do dia seguinte em diante foram muitas as lágrimas que derramei, as músicas tristes que chorei e as refeições que perdi. Não posso falar por ele, pois o silêncio se estabeleceu. O término final veio por telefone, mas a esperança, maldita esperança me fazia chorar por muitas noites, esperar por telefonemas, mensagens, declarações. Eu mesma resolvi me declarar, ele declinou meu pedido de namoro. As lamentações pareciam não cessar nunca. Como, COMO MEU DEUS ele poderia estar sumindo assim da minha vida? Não era amor o que eu sentia por ele? Não era amor o que ele sentia por mim? Toda aquela certeza de ficarmos juntos um belo dia seria uma simples fantasia? Um mês passara, eu não mais agüentei. Aquilo que todas as minhas amigas viviam falando finalmente se fez real ao assistir um filme. A decisão que por tanto tempo adiei em covardia simplesmente veio num rompante e sem pensar muito digitei as três mensagens finais. Entre confusão e determinação decidi que aquele silêncio inconveniente não traria meu amigo de volta. Se eu ainda lutava era pela amizade, e eu percebi que era uma luta de uma pessoa só. E fui vencida. Digitei o adeus. E chorei.
Não adiantava mais esperar, esperar, esperar. Por um movimento que nunca viria. A confusão dele se tornou a minha e a angústia também. Sinto que agora somos um, que nunca vão se juntar. Somos um, divididos, que trilham caminhos diferentes rumo a felicidades diferentes e que infelizmente não mais virão a se cruzar ou se juntar. E que seja melhor assim.
Apenas um singelo e necessário desabafo, depois de semanas muito difíceis.
:: por Leila Vieira :: 12:48 AM ::
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Quarta-feira, Junho 18, 2008
Declarações eternas
Se eu acredito em amor eterno? Claro! Pelo pai, mãe, irmãos, filhos ou até aquele cachorrinho que foi companheiro durante a infância. Se eu acredito em amor eterno por uma pessoa não relacionada sanguineamente? Bom, vendo alguns casamentos durarem 50 anos eu não tenho porque duvidar!
O que eu penso sobre tatuagens declarações? A maior burrada! A menos claro, que você tenha 50 anos de casado e se ache muito rock’n’roll pra fazer uma declaração super moderna pro seu broto! Isso sim é declaração de amor eterno! Afinal, pode ser mesmo que você morra amanhã!
Agora, pessoas beirando os 30 anos, saírem por ai tatuando rosto do namorado na perna, frases melosas no pé ou nome de marmanjo dentro de um coração nas costas é maior furada! Com a vida inteira pela frente, como você pode saber que essa paixão é pra sempre? Como pode existir a certeza que um belo dia você não vai olhar pro lado e finalmente encontrar a sua alma gêmea? E dai na hora do bem bom ter um: “Propriedade do Rodivaldo” na virilha não vai parecer mais tão certo, vai?
Você não precisa se pintar inteiro para provar o amor por alguém. Alias, se você precisa provar QUALQUER COISA manda a criatura embora de uma vez, né, por que, sinceramente? Amor se sente, demonstra com olhares e vê estampado na cara da outra pessoa. Necessidade de declaração – que muito possivelmente não vai nem sequer ser correspondida – é mais uó que TV preto e branco na era digital.
Post para o site da Capricho
De boa? Minha crise não passou só mudou de ambito! Agora o profissional que me ataca a vida! Alguém me paga uma passagem só de ida pra Londres? Quero sumir daqui!
:: por Leila Vieira :: 5:47 PM ::
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Domingo, Junho 15, 2008
Ser bela e fera
Beleza não põe a mesa, certo? Pode até ser, mas que a primeira impressão é a que fica, isso sim é verdade! Então não custa nada se vestir bem, cuidar da saúde externa, usar uma maquiagem nem que seja de leve. Beleza é relativo, pode ser a convencionada pela mídia ou ser uma beleza exótica. Todos somos belos.
Inteligência todos possuem, o problema é que muitos tem preguiça de desenvolver ou falta oportunidade de encontrar essa parte na vida. Pessoas inteligentes não necessariamente precisam ser estudadas. E pessoas estudadas nem sempre desenvolvem o suficiente a inteligência.
Na hora de se conseguir algo beleza tem que vir acompanhada da inteligência por que bem, o rostinho bonito que apresenta um programa de televisão nem sempre vai chegar a ser editor chefe, né? Você pode ser muito belo por fora, mas se não for fera em alguma coisa, o mundo um dia vai te engolir!
Post para o TDB: Beleza ou inteligência?
Talvez o post tenha ficado meio confuso, é como me sinto no momento. Não gosto de desabafos no blog, mas as vezes se torna inevitável... Eu não ando passando por uma situação boa, e sinceramente hj é um dos piores dias de todos. Espero ficar bem depois que esse dia terminar. E prometo que algum dia eu vou escrever bem, pras pessoas que passam por aqui terem real vontade de ler, e comentar com gosto. A todos um ótimo domingo!
:: por Leila Vieira :: 3:27 PM ::
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Quinta-feira, Junho 12, 2008
Pensamento do dia:
Sometimes I wish I live in a fairy tale / Unlike the fairy tales the world doesn't live happily ever after...
Essa é minha frase do MSN em comemoração ao dia dos namorados... Mas dai eu parei pra pensar... Até nos contos de fadas existe um certo "drama drama drama" são princesas que dormem por anos, outras que têm madrastas malvadas e fogem para morar com anões e depois comem maçãs envenenadas ou até mesmo que resolvem morar com feras no lugar do seus pais...
Não seriam nossas vidas, então, contos de fadas com longas passagens pelo drama? E o nosso final feliz a morte?
Por que no fim das contas não há real necessidade de se ter um parceiro na vida para ser feliz! Essa convenção é tão antiga quando andar pra frente!
Seria o bom e velho final feliz o descanso eterno?
Algo para se pensar meus amiguinhos, algo a se pensar!
Beijos! Pros eternos amantes parabéns, pras companheiras solteiras simbora prum bar, bebê, cai, levanta! :D
haha
:: por Leila Vieira :: 12:55 AM ::
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Sexta-feira, Junho 06, 2008
Abraçando árvores
Valentine’s Day tem um sentido todo especial para aqueles que vivem no hemisfério norte, uma data de trocar cartões com o seu amado no dia de um santo legal. Mas no Brasil a tradição do dia 12 de junho não vem lá muito a calhar, né? Bem, o dia do Correio Aéreo Nacional, dia da independência da Rússia e dia do Beagle na França, virou aqui o dia dos namorados. Mas não tem um santo para servir de muleta nessa data. Se fosse dia 13 de junho – dia de santo Antonio, o famoso santo casamenteiro, muito mais sentido faria. Por isso digo: odeio o dia dos namorados.
É um dia sem motivo de ser, uma data comercial, na qual pessoas compram corações, rosas, bombons e dizem que amam seus parceiros para quem quiser ouvir. Ahá, sei. Se você amasse mesmo, bonitinho, não precisava de uma data x pra dizer.
Demonstrar o amor é um trabalho diário, com pequenos bilhetinhos, um chocolate escondido na caixa de correio, um abraço apertado, entregar uma rosa para seu amor parado no portão em uma madrugada de lua cheia, andar de mãos dadas sem pensar no que está acontecendo no mundo, olhar no fundo dos olhos da pessoa e sentir, o tão esperado amor.
Doze de junho não passa de mais uma data na qual o comércio esfrega na sua cara como você é infeliz por não ter alguém pra comprar aquele perfume pra você, aquele celular por R$10 ou até mesmo pagar o motel por 12 horas. Por você não ter alguém pra te amar. É por isso que dia doze, vou pegar um pedacinho de pano, me escorar em baixo de uma arvore e ler um livro, e antes de me levantar pra ir pra aula, dou um abraço nela. Afinal, quem nunca ouviu a famosa tiradinha no dia doze: “abrace uma árvore”?
Pauta pro site da Capricho
:: por Leila Vieira :: 2:21 PM ::
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